Friday, April 01, 2011
Sunday, March 27, 2011
Na frente / Au front
Exposição "Na Frente/Au front" em Arras, França
Inauguração dia 25 de Março, até dia 17 de abril de 2011
Saison Portugaise 2010/2011, organizada pelo Le Quai de la Batterie, em Arras
Participantes
Rui Vitorino Santos
Júlio Dolbeth
Pedro Tudela
Rui Neto
Curadoria
Graciela Machado
Tuesday, March 15, 2011
Monumento ao desconhecido | Rui Vitorino Santos @ Gesto
Saturday, March 12, 2011
Monday, March 07, 2011
Monumento ao desconhecido @ Gesto

Inaugura a 7 março 18h
até 31 de março
ESPAÇO GESTO - rua cândido dos reis, 64
MONUMENTO AO DESCONHECIDO
Durante quase duas décadas vivi perto de um dos monumentos ao soldado desconhecido mais importante do país e assisti inúmeras vezes o render dos soldados que o vigiam ininterruptamente, pelo menos assim me parecia, e sempre me intrigou o porquê de tanto esforço humano. Soldados estátuas sem expressarem qualquer emotividade, contidos num exercício de plena solidão e encenação. É talvez esta encenação que menos compreendo, porque razão um tributo aos soldados desaparecidos pressupõe um esforço físico e mental de quem não participou nas mesmas guerras ou de quem não partilha laços genealógicos com quem está a velar.
Provavelmente o respeito que estes heróis potenciam no universo militar e a responsabilidade social sejam uma das razões para tal vigilância. Um tributo que a sociedade presta a quem morreu pela pátria tal como confirmam as palavras de Guilherme de Almeida num destes memoriais “ Viveram pouco para morrer bem, morreram jovens para viver sempre”.
Qual a relação do monumento ao soldado desconhecido com as personagens que jazem neste espaço? A primeira impressão é nada, à segunda talvez nada ainda, no entanto a noção de memória e de tributo acaba por ser um elo que partilham. O trabalho exposto não opera em contextos bélicos mas incide numa homenagem, não ao soldado mas à imagem de um Portugal.
Neste caso os heróis nacionais são personagens desconhecidas munidas de um uniforme instituído e apurado ao longo da história nacional. Uma identidade tipificada da portugalidade que cita o folclore e a etnografia que experimentamos através de simulacros e de rituais que a perpetuam. Encenações que narram um tempo ido em que Portugal se identificava pelo trajo que envergava.
Tal como no soldado desconhecido estas personagens da cultura popular estão também desprovidas de identidade individual, representam o papel que a sociedade lhes destinou, não como capitães, praças ou furriéis mas como noivas do Minho, peixeiras da Nazaré ou ceifeiras do Alentejo – uma classe e não o João ou a Maria.
Estes combatentes da identidade portuguesa carecem do seu Arco do Triunfo que os imortalize e de soldados que os vigiem. Os trabalhos expostos são somente uma hipótese para um panteão dos desconhecidos da cultura popular, ilustres sem género que envergam competentemente ornamentos e trajos representativos de um país que não existe.
Um panteão silencioso sobre a forma de estandarte em que a ilustração não opera como registo de uma época mas sim como discurso narrativo ficcionado sobre a forma de homenagem.
Sunday, January 16, 2011
Sunday, January 09, 2011
Em casa

Inaugura este sábado dia 15 de janeiro pelas 18:30
A Solar – Galeria de Arte Cinemática apresenta, a partir de Janeiro de 2011, a sua nova exposição colectiva. Intitulada “Em Casa”, esta mostra que integra sete projectos originais concebidos por um grupo de autores provenientes de diferentes áreas de criação: Pedro Bandeira (arquitecto); valter hugo mãe (escritor); Rui Xavier (realizador e fotógrafo); R2 - Artur Rebelo e Lizá Ramalho (dupla de designers); Júlio Dolbeth e Rui Vitorino Santos (dupla de ilustradores); André Cepeda (fotógrafo); e Daniel Barroca (artista plástico). Por isso mesmo, a exposição desenvolver-se-á a partir de um conjunto de peças articuladas tematicamente mas diversificadas a partir dos pontos de vista da arquitectura, design, cinema, fotografia ou artes plásticas.
O princípio desta exposição é procurar diferentes expressões artísticas de forma a entender o que é hoje estar “em casa”. Excluindo qualquer hipótese de mera curiosidade voyeurística, o objectivo principal centra-se na própria reformulação dos espaços como leitmotif para as possibilidades infinitas de reinterpretação dos ambientes propícios à actividade criativa em diversas áreas, dos ateliers às pequenas oficinas domésticas. Por outro lado, “Em Casa” é uma proposta de reflexão sobre os resultados alcançados por alguns anos de experiência numa sociedade em que o conhecimento é cada vez mais facilmente partilhável.
Monday, December 20, 2010
Monday, December 13, 2010
Thursday, December 09, 2010
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